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terça-feira, 19 de julho de 2011

A Revolução Sexual - Wilhelm Reich



A Revolução Sexual - Wilhelm Reich

O psicanalista e revolucionário Wilhelm Reich nasceu em 24 de março de 1897, na Ucrânia; era filho de camponeses que falavam alemão. Os 60 anos que viveria sobre a terra seriam de pura inventividade científica e verdadeira vontade de melhorar as condições de vida de seus semelhantes. Reich foi contemporâneo de Freud, a quem ele chamava de mestre e a quem dedicou sua obra Die Funktion des orgasmus (A função do orgasmo). Assim como o pai da psicanálise, e mesmo seguindo seus passos, Reich viu o homem contemporâneo mergulhado em profundas neuroses.

A grande diferença entre Freud e seu mestre foi de aprofundamento na questão ideológica. Reich era também marxista e viu o sexo como fator de controle social pela sociedade patriarcal. Isso é, ele estabeleceu uma ponte entre a vida social e a sexual, conforme suas palavras: "O problema da angústia, de certos problemas sociais e conjugais, assim como a terapêutica da neurose, aparecem a uma luz bem mais clara se tivermos em conta a função do orgasmo, que pouco a pouco se torna o problema central".

Reich considera que as enfermidades psíquicas são a conseqüência do caos sexual da sociedade, já que a saúde mental depende da potência orgástica, isto é, do ponto até o qual o indivíduo pode se entregar e experimentar o clímax de excitação no ato sexual. Para ele, o homem alienou-se a si mesmo da vida e cresceu hostil a ela. Sua estrutura de caráter - refletindo uma cultura patriarcal milenar - é encouraçada, contrariando sua própria natureza interior e contra a miséria social que o rodeia. Essa couraça de caráter seria a base do isolamento, do desejo de autoridade, do medo à responsabilidade, do anseio místico e da miséria sexual.

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Consciência e Matéria: O dualismo de Bergson - Jonas Gonçalves Coelho



Consciência e Matéria: O dualismo de Bergson - Jonas Gonçalves Coelho

Este livro remete a três complexas questões filosóficas as quais abordaremos a partir do pensamento de Bergson: a natureza da consciência, a natureza da matéria e a relação entre consciência e matéria. Tendo em vista os objetivos do presente estudo apresentaremos essa temática, cuja história é longa e tortuosa, a partir daquela que pode ser considerada como a sua formulação paradigmática, a de Descartes, referência teórica fundamental com a qual a tradição filosófica posterior, inclusive contemporânea, dialoga e da qual não consegue se desvencilhar, em que pesem os grandes desenvolvimentos das ciências físicas e biológicas. É por meio de um exercício de aproximação e de distanciamento em relação ao pensamento de Descartes que buscaremos compreender os principais aspectos da filosofia de Bergson e refletir criticamente sobre os seus fundamentos.

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Negócio É Ser Pequeno - E.F. Schumacher



O Negócio É Ser Pequeno - E.F. Schumacher

A “lógica da produção” não é a lógica da vida nem da sociedade. É uma pequena parte subalterna de ambas. As forças destruidoras desencadeadas por ela não podem ser controladas, salvo se a própria “lógica da produção” for controlada — de modo a que tais forças deixem de ser desencadeadas.


É de pouca utilidade tentar suprimir o terrorismo se a produção de artefatos mortíferos continuar sendo considerada um emprego legítimo dos poderes criadores do homem. Nem pode a luta contra a poluição ser bem sucedida se os modelos de produção e consumo continuarem a existir numa escala, complexidade e grau de violência que, conforme está ficando cada vez mais evidente, não se enquadram nas leis do universo a que o homem está tão sujeito quanto o restante da criação. Tampouco existirá a possibilidade de reduzir a taxa de esgotamento de recursos ou de criar harmonia nas relações entre os que possuem e os que não possuem riqueza e poder enquanto não existir em parte alguma a idéia de que ter o bastante é bom e ter mais do que o bastante é mau.

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Para Ler o Pato Donald: Comunicação de Massa e Colonialismo - Ariel Dorfman e Armand Mattelart



Para Ler o Pato Donald: Comunicação de Massa e Colonialismo - Ariel Dorfman e Armand Mattelart

O livro é uma análise de como a sociedade é representada nos quadrinhos Disney sobre o viés marxista. Junto a isso, os autores analisam um dos mais poderosos veículos das comunicações de massa, os quadrinhos, que se transformam em desenhos animados nas salas de cinema e na televisão, gerando inúmeros outros produtos.


Reconhecendo a importância dessa indústria cultural, eles apontam o seu símbolo máximo, Walt Disney, examinando minuciosamente a influência exercida pelos personagens disneyanos na educação e no relacionamento social de crianças de todo o mundo.

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Economia do Sistema Comunitário: Enquanto a mercadoria e a moeda não existem - Carlos Gomes.


Economia do Sistema Comunitário: Enquanto a mercadoria e a moeda não existem - Carlos GomesA Economia é uma ciência social ainda em construção, relativamente recente, com pouco mais de duzentos anos. Isto não significa que o homem não tenha, desde o começo da sua actividade produtiva, desenvolvido, acumulado e aperfeiçoado um conjunto de conhecimentos nessa área, formando assim o que se pode considerar um princípio de consciência econômica.Desde a antiguidade grega que o homem se tem preocupado com a influência dos factores de natureza económica na formação e na evolução das sociedades humanas. Surgiram assim escritos de filósofos, teólogos ou historiadores, como Platão e Aristóteles, a abordar conceitos relativos aos fundamentos económicos do Estado, ao processo de divisão do trabalho ou à definição de classes sociais, de acordo com o modo de produção predominante na época.Muito mais tarde, nos séculos XIV e XV, no seio duma sociedade alicerçada na produção mercantil generalizada, em que o comércio desempenha já um papel importante, alguns escritores árabes, como Ibn Khaldoun e El Makrizi debruçaram-se sobre temas económicos, chegando a analisar fenómenos monetários ou a desenvolver conceitos sobre o trabalho, o valor e o preço.A abertura das rotas marítimas do Atlântico ao Pacífico contribuiu para uma grande expansão do comércio mundial. Começaram então a aparecer, no século XVI, autores preocupados com o estudo do mercado comercial e financeiro, da política econômica do Estado, do equilíbrio entre a produção e o consumo, entre a oferta e a procura, com o estudo da acumulação da riqueza e a defesa da propriedade. Tais autores surgiram nas regiões onde o capitalismo registou um maior crescimento, ou seja, na Europa Ocidental, desde a Espanha à Inglaterra. Esta circunstância influiu no conteúdo das obras então vindas a público, cujas análises e conceitos evidenciam as questões relacionadas com o desenvolvimento do próprio sistema capitalista naquela área do continente europeu. Tais obras reflectem uma análise muito restrita e um alheamento da estrutura social e económica doutras regiões e doutros sistemas. Constituem porém as primeiras pesquisas metódicas e sistemáticas reveladoras dum efectivo interesse científico.O desenvolvimento do comércio e da indústria, durante o século XVIII, enfrentou grandes obstáculos por parte dos governos ainda dominados pela aristocracia feudal e dá lugar ao aparecimento de novas doutrinas económicas. Populariza-se o lema “laissez faire, laissez passer”. Com o começo da revolução industrial a investigação econômica intensifica-se acompanhando sempre a expansão do próprio sistema capitalista. Datam desta época os estudos mais aprofundados dos fenômenos econômicos, as tentativas de definição da economia política como ciência autônoma com as suas próprias leis, o aparecimento de novos conceitos e categorias.As conclusões extraídas são altamente influenciadas pela evolução do capitalismo na Europa. Situam a Economia, não como uma ciência social extensiva a todo o mundo, a todas as suas gentes, a todas as civilizações e modos de produção existentes, mas apenas como ciência do próprio sistema capitalista em expansão.Uma grande controvérsia se gerou então entre os economistas, originada pelos antagonismos das classes sociais. A consciência econômica assume claramente um carácter de classe e isso determinou a formação de escolas e teorias adversas, designadamente o pensamento marxista.


O Materialismo Dialético (El Materialismo Dialéctico) - Henri Lefebvre.


O Materialismo Dialético (El Materialismo Dialéctico) - Henri LefebvreHenri Lefebvre (Hagetmau, 16 de junho de 1901 — 29 de junho de 1991) foi um importante filósofo marxista e sociólogo francês. Estudou filosofia na Universidade de Paris, onde se graduou em 1920.Criticava os Althusserianos por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a "decodificação pelo cotidiado", as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos. Também realizou estudos referentes ao espaço urbano.Neste pequeno livro (em espanhol), o autor representa um episódio na luta feroz desenvolvida no âmbito do marxismo (e fora do marxismo) entre o dogma e crítica dogma. Esta luta ainda não acabou. Continua duramente. Dogmatismo é forte, tem a força, poder, o Estado e suas instituições.