sexta-feira, 4 de março de 2011

História Social da Criança e da Família - Philippe Aries



História Social da Criança e da Família - Philippe Aries

O estudo de Ariès possui dois fios condutores: o primeiro é a constatação de que a ausência do sentido de “infância”, tal como um estágio específico do desenvolvimento do ser humano, até o fim da Idade Média, abre as portas para uma interpretação das chamadas “sociedades tradicionais” ocidentais. O segundo é que este mesmo processo de definição da infância como um período distinto da vida adulta também abre as portas para uma análise do novo lugar assumido pela criança e pela família nas sociedades modernas. Sua obra foi precursora, portanto, de um novo campo que ficou conhecido como “história da infância” e gerou diversos trabalhos subseqüentes.

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Nações e Nacionalismo desde 1780: Programa, mito e realidade - Eric J. Hobsbawm



Nações e Nacionalismo desde 1780: Programa, mito e realidade - Eric J. Hobsbawm

Compreender as complexas relações políticas internacionais impõe, necessariamente, o entendimento do conceito de nação e de sua expressão, o nacionalismo. Hobsbawm nos apresenta as controvérsias, contribuições e transformações do termo "nação"; o desenvolvimento histórico e o apogeu dos nacionalismos. Um texto que nos permite vislumbrar como essa questão se revigora num momento em que os mais precipitados já haviam afirmado o seu final.


Sobre Comunidade - Martin Buber



Sobre Comunidade - Martin Buber

Martin Buber nasceu em Viena em 8 de fevereiro de 1878. A princípio distante do judaísmo, dedicou-se em Viena, Berlim e Zurique ao estudo da filosofia e da história da arte. Em 1898 ingressou no movimento sionista. Após dirigir as revistas Der Jude e Die Kreatur, foi professor de filosofia da religião e ética judaica na Universidade de Frankfurt (1924-1933). Buber morreu em Jerusalém a 13 de junho de 1965.

Sobre Comunidade é uma coletânea de textos, organizada por Marcelo Dascal e Oscar Zimmermann, que representa sua verdadeira síntese do pensamento social e político de Martin Buber. Nela se unem o filósofo do existencialismo religioso, do eterno diálogo entre “Eu e Tu” e o homem de seu tempo, ansioso por responder às exigências de uma ação imediata nas encruzilhadas de um período sem par em suas interrogações e dramas. Da vida no Kibutz, experiência comunal autêntica, à tirânica mascarada comunitária que o nazismo tentou impor à raça pura, da luta pela reconstrução judaica em Israel à resistência contra as forças exterminadoras do totalitarismo fascista eis alguns parâmetros principais de uma vivência coletiva, judaica e humana, em que Buber colheu os elementos para uma ampla e profunda discussão sobre as formas de existência coletiva, sobretudo em sua expressão comunitária – tema que supera as experiências mais particulares para desembocar numa reflexão sobre a própria possibilidade de os homens conviverem em sociedade sem se devorarem e sem se aniquilarem. É no diálogo buberiano, sempre reiniciado e inesgotável em sua autenticidade, bem como na sua defesa da comunidade entre os homens, que se pode vislumbrar essa tênue centelha de luz a iluminar uma trilha possível na direção de um humanismo pelo qual Buber viveu e lutou.

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Legisladores e Intérpretes - Zygmunt Bauman



Legisladores e Intérpretes - Zygmunt Bauman

Qual o papel dos intelectuais no desenvolvimento cultural de seu tempo? A pergunta que intrigou e ainda intriga tantos pensadores é respondida de forma brilhante por Bauman. Partindo da natureza da cultura nos períodos que se convencionou chamar de modernidade e pós-modernidade, ele examina a formação da categoria de intelectual e sua progressiva passagem da função de legislador à de intérprete.

Na modernidade, o intelectual tinha a tarefa de formar os homens. Sua função de legislador era legitimada pelo conhecimento superior sobre as coisas do mundo e decisiva para o aperfeiçoamento da ordem social. Na pós-modernidade, o intelectual é caracterizado pelo trabalho de intérprete: procura facilitar a comunicação entre indivíduos, atuando como uma espécie de negociador em tempos de globalização e de afirmação de diversidades. Um livro fundamental para a compreensão de nossa época.

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Escola, Trabalho e Ideologia: Marx e a crítica da educação - Mariano F. Enguita



Escola, Trabalho e Ideologia: Marx e a crítica da educação - Mariano F. Enguita

Para o autor, o ensino, no interior desta sociedade, tem cumprido o papel de qualificar a força de trabalho necessária ao atendimento das demandas de produção. Desta forma, a educação caracteriza-se como um processo de qualificação do trabalho em geral, produzindo uma força de trabalho capaz de gerar um valor de troca maior no mesmo tempo utilizado. Segundo Enguita (1993):

(...) Para produzir isso, é necessário consumir-se toda uma quantidade de horas de trabalho vivo, como são as jornadas dos educadores e as dos próprios alunos (na realidade, os anos), assim como de trabalho morto, cristalizado em objetos como os materiais que se empregam no processo educativo, os edifícios, etc.