sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A Imagem da Cidade - Kevin Lynch.


A Imagem da Cidade - Kevin Lynch.
Kevin Lynch é um dos grandes autores do Urbanismo, responsável por uma das obras mais famosas e mais influentes: A Imagem da Cidade. Nela, ele destaca a maneira como percebemos a cidade e as suas partes constituintes, baseado em um extenso estudo em três cidades norte-americanas, no qual pessoas eram questionadas sobre sua percepção da cidade, como estruturavam a imagem que tinham dela e como se localizavam. Lynch identificou, como principal conclusão, que os elementos que as pessoas utilizam para estruturar sua imagem da cidade podem ser agrupados em cinco grande tipos: caminhos, limites, bairros, pontos nodais e marcos.
Conclui também que essa percepção é feita aos poucos, já que é impossível apreender toda a cidade de uma só vez. Portanto, o tempo é um elemento essencial.
Além disso, verificou que nada é experimentado individualmente, e sim em relação a seu entorno. Elementos semelhantes, porém localizados em contextos diferentes, adquirem significados também diferentes.
Cada cidadão tem determinadas associações com partes da cidade, e a imagem que ele faz delas está impregnada de memórias e significados. Portanto, nem tudo pode ser generalizado, apesar da aparente “universalidade” dos 5 elementos identificados por Lynch.

A Estrutura das Revoluções Científicas - Thomas S. Kuhn.


A Estrutura das Revoluções Científicas - Thomas S. Kuhn.
Obra tida hoje como uma contribuição fundamental para o estudo da história das ciências e das idéias.
À sua luz, as revoluções sociotecnológicas e políticas do mundo moderno são reintegradas no processo estrutural específico, assim como no contextual.
Kuhn argumenta que a ciência não é estacionária, mas, ao contrário, "uma série de interlúdios pacíficos pontuados por revoluções intelectualmente violentas".

Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e Meio Técnico-Científico-Informacional - Milton Santos.


Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e Meio Técnico-Científico-Informacional - Milton Santos.
Publicado no início dos anos de 1990, este livro reúne ensaios de Milton Santos interessados na compreensão das novas dinâmicas da sociedade e do território: os espaços da globalização e suas contradições no campo e na cidade; a regionalização edificada por solidariedades organizacionais; a nova urbanização impulsionada pelo meio técnico-científico-informacional; as tensões e oportunidades recriadas na grande cidade periférica. O período histórico é apresentado pelo autor como um sistema temporal coerente, cuja compreensão depende do entendimento da natureza atual dos sistemas técnicos e seus usos. A técnica desponta como um elo entre "os sistemas de objetos e os sistemas de ações", permitindo alcançar a própria constituição do espaço geográfico. O resultado histórico atual é a concretização do "meio técnico-científico-informacional", entendido por Milton Santos como a cara geográfica do processo de globalização.

A Revanche da Dialética - Maria Orlanda Pinassi (Org.).


A Revanche da Dialética - Maria Orlanda Pinassi (Org.)
Coletânea de ensaios apresentados na VI Jornada de Ciências Sociais em homenagem a Leandro Konder, promovido pela organizadora deste volume e realizado na UNESP, Campus de Marília, em 1998.
Os textos são necessariamente relacionados diretamente à vida deste marxista brasileiro, mas a temas vinculados de uma forma ou de outra à sua obra. Assim, mesmo que alguns dos ensaios possam ser considerados excertos de biografia intelectual, alguns deles (o de Octávio Ianni, por exemplo) não citam Konder em nenhum contexto realmente relevante.
A coleção toma assim um ar de reunião e balanço da esquerda brasileira sobre temas que lhe são caros: discussão de expoentes do marxismo contemporâneo, diagnóstico da crise atual das esquerdas etc.

A Razão na História - Georg Wilhelm Friedrich Hegel





A Razão na História - Georg Wilhelm Friedrich Hege.


Nenhum outro sistema filosófico exerceu uma influência tão forte e tão duradoura na vida política como a metafísica de Hegel.


Todas as ideologias recentes trazem a sua marca. Hegel trabalhou historicamente uma antítese contra a Idade Média: a eficiência social contra a moral cristã. A tarefa de nosso tempo parece ser a de produzir uma síntese das duas.


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